"ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA******

HISTÓRIA





UM POUCO DA HISTÓRIA

Imagem: Manuel Graça
Casa comercial pilhada e incendiada

... Em março de 1961, os movimentos de libertação desencadearam na Região dos
Dembos (Norte de Angola), uma onda de ataques a pequenas e pacíficas povoações e fazendas agrícolas, cujo objetivo era matar pessoas indefesas, homens mulheres e crianças ... não interessava a idade ... não interessava a cor ....
A ordem era: “MATAR !!! ... MATAR!!! ... MATAR!!! ...”
... era o massacre organizado pela União das Populações de Angola (de Holden Roberto),

onde foram mortos e mutilados alguns milhares de colonos brancos e empregados negros, nas fazendas de café, zonas dos Dembos, Negage, Úcua, Nambuangongo...
...as autoridades perderam o controlo das vias de comunicação para toda a zona norte, onde foram destruídas pontes, obstruídas as estradas com derrube de árvores e abertura de valas...
A partir de Abril e meses seguintes de 1961, as tropas especiais começaram a reconquistar povoações e fazendas, como Bembe, Maria Teresa, Quicabo, Canda, Quipedro, Nambuangongo, Sacandica, Madimba, Maquela do Zombo, 31 de Janeiro, Songo...

Veja a seguir fotos das atrocidades cometidas por esses bandos selvagens, que se escondiam nas matas, nas serras, nas povoações destruídas, em toda a parte dos Dembos:

Imagem: Manuel Graça

Imagem Horacio Caio
Imagem Horacio Caio

Casa do soba de Cassoneca

Morto à catanada, degolado e queimado

Mais dois bailundos queimados

Imagem Horacio Caio

Imagem Horacio Caio
Imagem Horacio Caio

Soba de Cassoneca morto à catanada e esventrado pelos assassinos da UPA

Cabeças de bailundos decepadas

Uma criança branca degolada

Imagem Horacio Caio

Imagem: Manuel Graça
Imagem: Manuel Graça

Crianças assassinadas no berço nos arredores de Quitexe(fazenda Nunes). 15 de Março, um "troféu" para os dirigentes da UPA

Fazenda Tabi. Os bandidos drogados depois de cortarem a cabeça aos pacíficos trabalhadores bailundos espetaram-nas em estacas

Imagem: Manuel Graça

Imagem: Manuel Graça
Imagem: Manuel Graça

Catanas, as armas assassinas ainda manchadas de sangue

Nambuangongo. Bailundos mortos à catanada com a cabeça decepada

Imagem Horacio Caio

Imagem Horacio Caio
Imagem Horacio Caio

Jovem branca de 18 anos, violada e assassinada numa fazenda perto de Quitexe. O cadáver desnudo com um pau metido na vagina

Fazendeiros brancos mortos à catanada depois das suas mulheres serem violadas na sua frente. Às mulheres foi-lhes espetado um pau na vagina

   

Sebastião D. Baxe

Houve milhares e milhares de mártires, como por exemplo, o cabo de cipaios da povoação 31 de janeiro, que abandonado pelos outros soldados, lutou até a morte, contra mais de meia centena de terroristas, sendo encontrado dias depois, na reocupação, abraçado à bandeira nacional.

 

 

O Exército Português em Angola

Os ataques sucediam-se cada vez mais bárbaros e mais cruéis ... e Angola inteira vivia as horas trágicas, acompanhando os acontecimentos que se alastravam pelas regiões do Norte.
Angola não tinha soldados preparados para a defender aquelas regiões. A paz sempre reinante em Angola não necessitava de soldados para a defender.Em Angola, os efectivos militares contavam, no início de 1961, com 5000 militares africanos e 1500 metropolitanos, organizados em dois regimentos de infantaria — um em Luanda e outro em Nova Lisboa — cada um com dois batalhões de instrução e outro de atiradores e um grupo de cavalaria, sediado em Silva Porto. A densidade média era, portanto, de um soldado para cada 30 km2. Imediatamente disponíveis para acorrer à zona afectada estavam apenas 1000 soldados europeus e 1200 africanos.
Foi quando o 1º Ministro de Portugal, Antonio de Oliveira Salazar, anunciou: "para

Foto de "O Despertar dos Combatentes" - de Joaquim Coelho - Clássica Editora - Imagem:  Manuel Graça
1961 - Luanda desembarque de tropas

Angola rápidos e em força"... e progressivamente foram chegando tropas vindas de Lisboa, que imediatamente partiam para o Norte para combater os “terroristas”, oferecendo-lhes uma luta sem tréguas, uma guerra sem quartel (...).

 

 

Imagem: Manuel Graça
Desfile das tropas chegada de
Portugal na marginal

Desfile das tropas

A "marginal" de Luanda estava repleta de gente. Milhares e milhares de pessoas de todas as condições sociais apinhavam-se ao longo de toda a avenida para ver desfilar o primeiro contingente militar chegado de Lisboa a bordo do "Niassa". Rapazes de todos os pontos do continente, desde o Minho ao Algarve, enquadravam este contingente militar, o primeiro a acorrer à defesa de Angola...

Imagem: Manuel Graça

Imagem: Manuel Graça

Árvores derrubadas na estrada para dificultar o acesso e um carro de combate

Coragem e raça lusitana

Imagem: Manuel Graça

Coluna militar

...a caminho da pedra verde

Ponte derrubada


Toda espécie de árvores para impedir a marcha vitoriosa


Desafio vencido, depois de uma resposta frontal

Sempre atentos... ao perigo!

Para Angola rápido e em força
(Salazar)

Do Algarve, das Beiras do Ribatejo, do Minho, do Alentejo, da Estremadura, de Trás-os-Montes, de toda a nação lusíada a brava juventude portuguesa foi em defesa de terras de Portugal, assoladas pela cobiça internacional, e venceram no terreno a guerrilha. Os soldados portugueses uma vez mais, ao longo de oitocentos anos de história, responderam presente!

 

E a resistência lusitana surgiu!

E toda a população praticamente indefesa lutou bravamente com armas rudimentares e sem elas, foram brancos, pretos e mulatos na defesa da pátria e das fazendas, em luta contra o tempo e aguardando os reforços que seguiam.
Na zona de Mucaba, no distrito do Congo, actuaram com eficiência e bravura, algumas colunas militares, essencialmente constituídas por soldados pretos. Particularmente de assinalar a actuação dos bailundos.

Os valorosos defensores da Damba

Os três soldados da foto foram particularmente destacados pela sua enorme valentia e popularmente chamados de "três mosqueteiros".
O primeiro da direita, o popular 96, foi barbaramente assasinado pelos terroristas

... e a onda dos ataques terroristas a pequenas povoações e a fazendas agrícolas se alastrou pelo Norte de Angola...

Os três mosqueteiros

 

 

Imagem: Joaquim Coelho  "O Despertar dos Combatentes" - Clássica Editora
Sinais macabros...só as cabeças!

Em Dezembro de 1963 os terroristas começaram os massacres na zona fronteira do Leste de Angola ...
“Pela parte portuguesa, a guerra sustentava-se pelo princípio político da defesa daquilo que considerava território nacional, baseando-se ideologicamente num conceito de nação pluricontinental e multirracial. Pelo outro lado, os movimentos de libertação justificavam-se com base no princípio inalienável de auto-determinação e independência ...” Até 1972 os combates enfrentados pelo Exército Português foram duros, mas o “bravo e heróico combatente português, de todas as raças e etnias” venceu e destroçou os bandos de terroristas ...

 

O Controle Militar do Território

Em 1974, o Exército português controlava militarmente todo o território. As operações tinham cessado e a livre circulação era um facto... A tropa que estava em Angola era mais que suficiente para manter afastados os tais " libertadores " a soldo das grandes potências mundiais...

Fonte: "Revista dos Combatentes"

Fonte: "Revista dos Combatentes"
Desfile na marginal de Luanda

Em 1974 Angola era uma Nação próspera praticamente auto-suficiente em tudo. Tínhamos bons quadros técnicos, serviços de saúde pública e privada, indústrias, agricultura, pescas, minérios, petróleo e diamantes, enfim, tudo o que uma grande nação poderia ambicionar.
Os movimentos estavam dominados e passavam fome, apenas faziam combates de emboscadas e fuga em algumas zonas do Leste de Angola (aliás quem os viu entrar em Angola depois do 25 de Abril) sabe muito bem como eles se apresentaram, esfarrapados, esfomeados e com uma maioria de canhangulos tendo apenas o FNLA que recrutou zairenses e recebeu fardas novinhas bem como metralhadoras que ainda brilhavam.


A ”Revolução dos Cravos” em Portugal

O dia 25 de Abril de 1974, com a “Revolução dos Cravos” surpreendeu tudo e todos em Angola.
Em verdade, a revolução de Abril foi somente um acto provocado por interesses imperialistas estrangeiros para conseguirem através da metrópole o que não conseguiram no teatro de guerra das províncias ultramarinas...
É por este motivo, que a democracia em Portugal esteve por várias vezes ameaçada, quer pelo Partido Comunista Português, quer por grupos radicais de esquerda. Por pouco, Portugal não trocou um regime autoritário, mas nacionalista, por um outro regime igualmente autoritário, mas infinitamente mais repressivo e antidemocrático com sede em Moscovo.
"Infelizmente, a maioria dos portugueses parece desconhecer que a guerra no ultramar foi incentivada e patrocinada por países que tinham interesses em Angola e Moçambique. É hoje público que a União Soviética, os Estados Unidos da América, a China, a Inglaterra foram os que mais contribuíram para uma degradação da presença portuguesa em África. Por isso, ao contrário do que se propagandeava em Portugal nas décadas de 60 e 70, e que ainda hoje muitos tomam como verdade, os movimentos terroristas não tinham na sua génese a autodeterminação, mas sim uma concepção imperialista que permitisse à União Soviética e aos Estados Unidos controlar importantes e ricos territórios africanos que pertenciam ao Império Português. Por conseguinte, a guerra do ultramar não era uma guerra entre Portugal e um conjunto de grupos guerrilheiros, mas entre Portugal e os países acima referidos.
Lamentavelmente Angola teve menos sorte. A forma como Angola foi ABANDONADA pela “Revolução dos Cravos” foi simplesmente indigna de um estado civilizado, mas obedecia a uma lógica soviética executada em Portugal nas pessoas de Cunhal, Soares e afins. O que muitos em Portugal clamaram como descolonização, ou descolonização possível, foi em verdade um processo que resultou na morte de milhões de civis, de guerras prolongadas, fome, miséria e devastação.

Fonte: "Revista dos Combatentes"
...bravo e heróico combatente português, de todas as raças e etnias...

Agostinho Neto na chegada a Luanda em 06/02/1975, fez um discurso cujo título era: "Vamos o mais rapidamente possível construir a nossa Nação independente, construir a democracia para o povo e redistribuir as riquezas do País"Para o Agostinho Neto “construir a democracia” – foi matar populações inteiras indefesas, irmãos da própria raça, para conseguir se manter no poder ... só ao longo dos 27 anos da “guerra civil” após a "independência", as estimativas apontam para mais de um milhão de mortos, mais de quatro milhões de refugiados, 100 mil mutilados e mais de 50 mil crianças órfãs.... e com a ajuda de quem??? Russos e Cubanos!!!...e os “colonizadores portugueses” é que eram os INIMIGOS DO POVO ! ... Ora, venhamos e convenhamos, né!!! ...E a “redistribuição das riquezas” não passou de saques e de destruição da maioria das sedes administrativas, dos hospitais, das escolas, das indústrias, das casas comerciais e campos agrícolas (com a colocação de mais de 20 milhões de minas anti-pessoais!!!). A tal ponto, que na maioria das cidades e povoados, a população passava fome ... pois não havia alimentos disponíveis ...... e eles se dizem LIBERTADORES!!!! QUEREM ENGANAR QUEM???

A independência de Angola não foi o início da paz, mas o início de uma nova guerra.

Os três grupos “terroristas” que tinham combatido o colonialismo português lutavam entre si pelo controle do “poder”. Cada um deles apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito uma dimensão internacional.
A União Soviética e principalmente Cuba apoiavam o MPLA. Os cubanos não tardaram a desembarcar em Angola (5 de outubro de 1975). A África do Sul apoiava a UNITA e invadiu Angola (9 de Agosto de 1975). O Zaire, que apoiava a FNLA, invadiu também este país, em Julho de 1975. A FNLA contava também com o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses mas também com o apoio da África do Sul.
Os EUA que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não tardam a ajudar também a UNITA. Neste caso, o apoio manteve-se até 1993. A sua estratégia foi durante muito tempo dividir Angola.
Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista uni partidário.
... e a guerra alastrou-se por todo o território ... que só parou em 2002, com a morte de Jonas Savimbi (líder da Unita).Com a morte do líder histórico da UNITA, este movimento iniciou negociações com o Governo de Angola com vista à deposição das armas, deixando de ser um movimento armado, e assumindo-se como mera força política.

Veja a seguir algumas fotos da autoria de Cláudio Versiniani/CB Press. São o resultado da guerra civil entre o povo de Angola.

Imagem: Cláudio Versiniani

Imagem: Cláudio Versiniani
Imagem: Cláudio Versiniani

Prédios, cidades e bairros inteiros destruídos, O desaparecimento de pessoas e a angústia decorrente sofrida pelos
familiares
são algumas das mais terríveis conseqüências


"Os políticos, em geral, falam muito da guerra em Angola, todavia escapa-lhes sempre o essencial: escapa-lhes a história que, mesmo sem a conhecerem em profundidade, os incomoda, e, por isso, preferem ignorá-la". (1)
(1) - in OPINIÃO, no EXPRESSO, 31/07/99.

... o fato é que, de 1961 a 1974, durante a “guerra colonial”, e de 1974 aos nossos dias, os Movimentos de Libertação de Angola, a título de uma “Independência Nacional” e para a “conquista do poder”, não se importaram de dizimar populações inteiras ...
... Mesmo depois da “Independência” ... continuou a ordem: MATAR !!! ... MATAR!!! ... MATAR!!! ...
... mate-se o povo em nome do “poder”, nem que seja com a ajuda de um exército de 500.000 homens vindo de Cuba ... nem que seja com bombardeamentos vomitados de caças pilotados por mercenários estrangeiros ... tanques ... bombas ... granadas ... minas anti-pessoais... rajadas de metralhadoras ... à catanada ...
... só ao longo dos 27 anos da “guerra civil” após a "independência", as estimativas apontam para mais de um milhão de mortos, mais de quatro milhões de refugiados, 100 mil mutilados e mais de 50 mil crianças órfãs....
...e os “colonizadores portugueses” é que eram os INIMIGOS DO POVO ! ...
Quantos da população nativa, referindo-se à ANGOLA de 1973, não pensam hoje lá no fundo da sua alma:

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA!!!

Imagem: Cláudio Versiniani
... e o povo ainda mais mutilado,
faminto e pobre ...

Atualmente, mesmo com Angola totalmente destruída e a população passando fome, desfiles, festas e manifestações marcam o ritmo de vida da capital Luanda, cuja população é obrigada a participar da farsa. As festas são palco de incríveis mobilizações de ex-combatentes do exército terrorista e da população, que celebram a glória do Estado, do Partido e seus dirigentes!!!
Com a independência das antigas colónias portuguesas, a economia desses novos
países degradou-se de tal maneira que a vida dos seus cidadãos (o povo) desceu a níveis tão baixos que eles, imagine-se, por ironia do destino, vêm para Portugal aos milhares...
In MEMÓRIAS – de Telémaco A. Pissarro

                                       
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Nos campos e estradas além das minas, um número desconhecido de restos de explosivos, tais como morteiros não detonados, granadas e bombas, ameaçam as pessoas
... placas para assinalar a presença de minas...
 
                                       

 


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