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	<title>Comentários sobre "ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA"</title>
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	<description>Dembos.net :: exclusivo documentário sobre a guerra na região de DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA - 1971–1972. Deixe seu comentário sobre o conteudo deste site</description>
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		<title>Comentário sobre Olá por Albano Jardim</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2815</link>
		<dc:creator>Albano Jardim</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 19:29:23 +0000</pubDate>
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		<description>Prezados Amigos e Amigas,
Depois de muito tempo o link do nosso blog voltou a funcionar.
Desculpem estarmos fora do ar por tanto tempo ….
Transcrevo parcialmente a mensagem recebida do Administrador do blog:
“… tínhamos um serviço FREE do provedor que era o Blog, mas devido a mudança de arquitetura do sistema do mesmo foi indicado aos clientes mudarem também a plataforma de gerenciamento do blog…
Fiz tudo o que foi solicitado para importar todos os dados antigos para ele e até hoje não consigo contato para atualizarem e que o recoloquem no ar.
Estou tentando resolver esse problema e preciso saber com você sobre se não conseguir reativar o blog com todo histórico anterior se posso incluir um outro Blog de outro provedor
(claro que da mesma forma linkado ao site) …”

Pois é meu Amigo Administrador, só tenho a agradecer-lhe o seu esforço. Pelo menos foi recuperada a maioria dos comentários, que no final são uma imprescindível informação complementar do blog considerando as inúmeras ilucidações e esclarecimentos dos diversos participantes, incluindo com muita honra e satisfação ex-Capitães, ex-Alferes, ex-Furriéis, soldados, cabos e a própria população ….

Por tudo isso, mais uma vez agradeço ao Administrador o esforço dispendido. O meu muito obrigado!!!

Aos demais, ex-combatentes, ex-residentes e moradores da região dos Dembos, o meu muito obrigado também … esperando que continuem a visitar o nosso blog … para que possam vir a ter notícias do pessoal daquela terra …

Um forte e fraternal abraço a TODOS!!!
Albano Jardim</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados Amigos e Amigas,<br />
Depois de muito tempo o link do nosso blog voltou a funcionar.<br />
Desculpem estarmos fora do ar por tanto tempo ….<br />
Transcrevo parcialmente a mensagem recebida do Administrador do blog:<br />
“… tínhamos um serviço FREE do provedor que era o Blog, mas devido a mudança de arquitetura do sistema do mesmo foi indicado aos clientes mudarem também a plataforma de gerenciamento do blog…<br />
Fiz tudo o que foi solicitado para importar todos os dados antigos para ele e até hoje não consigo contato para atualizarem e que o recoloquem no ar.<br />
Estou tentando resolver esse problema e preciso saber com você sobre se não conseguir reativar o blog com todo histórico anterior se posso incluir um outro Blog de outro provedor<br />
(claro que da mesma forma linkado ao site) …”</p>
<p>Pois é meu Amigo Administrador, só tenho a agradecer-lhe o seu esforço. Pelo menos foi recuperada a maioria dos comentários, que no final são uma imprescindível informação complementar do blog considerando as inúmeras ilucidações e esclarecimentos dos diversos participantes, incluindo com muita honra e satisfação ex-Capitães, ex-Alferes, ex-Furriéis, soldados, cabos e a própria população ….</p>
<p>Por tudo isso, mais uma vez agradeço ao Administrador o esforço dispendido. O meu muito obrigado!!!</p>
<p>Aos demais, ex-combatentes, ex-residentes e moradores da região dos Dembos, o meu muito obrigado também … esperando que continuem a visitar o nosso blog … para que possam vir a ter notícias do pessoal daquela terra …</p>
<p>Um forte e fraternal abraço a TODOS!!!<br />
Albano Jardim</p>
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		<title>Comentário sobre Olá por Albano Jardim</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2814</link>
		<dc:creator>Albano Jardim</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 19:26:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2814</guid>
		<description>Transcrição do texto escrito por António Borges de Carvalho

DOMINGO, 1 DE JANEIRO DE 2012
IDEIAS PARA O ANO NOVO
Nos fins da década de 60 do século passado, o regime chinês, ao mais alto nível, declarou que não tinha quaisquer pretensões ao território de Macau.
É conhecida a fidelidade dos chineses a compromissos. Por isso que Mao tivesse a preocupação de distinguir Macau de Hong Kong. Este era uma concessão, com prazo determinado. Aquele não era concessão nem tinha prazo.
Nos idos do sec. XVI, os chineses, inveterados xenófobos – ainda o são em muitos aspectos – viam com bons olhos a presença portuguesa em Macau, que lhes proporcionava uma abertura comercial a que atribuíam valia estratégica. Mas, para ser fiéis aos seus princípios, não podiam tolerar uma presença estrangeira no que, até então, consideravam como território seu. Para resolver o dilema, o Império do Meio encontrou a imaginosa solução de considerar Macau território não chinês, assim mantendo a sua postura soberana sem abdicar das vantagens que achava trazer-lhe tal presença.
Mao foi fiel a esta postura, jamais tendo tido a pretensão de correr connosco, o que, por via militar e até diplomática, lhe seria relativamente fácil. Os seus sucessores, no que a Macau diz respeito, não mudaram de política.
Nós, porém, fomos diferentes, originais e inteligentes. No auge da “abertura ao mundo” almejada pelos entusiastas da descolonização a todo o custo e de qualquer maneira, Portugal decidiu, para surpresa dos chineses, considerar Macau “território chinês sob administração portuguesa”, como orgulhosamente declarou Mário Soares, usando uma expressão que viria a ser vertida em definição constitucional. 
Os chineses ficaram de boca aberta. Era a primeira vez na História que uma nação abdicava de parte do seu território sem ser por exigência de outrem, por resultado de guerra perdida ou por negócio vantajoso. Digamos, de borla. Depois, como é lógico, aproveitaram a estranha postura do seu amigo de séculos, e prestaram-se a resolver o assunto em conformidade. O processo, a partir daí, é do domínio público.
Há quem tenha mas não revele, por medo ou conveniência, preciosa documentação relativa a este caso. Pode ser que, um dia, a bem da justiça histórica, algum investigador venha a descobri-la e a contar a verdade com fundamentado pormenor.
Macau é o exemplo mais evidente da insanidade política que o 25 de Abril gerou. Nada tinha a ver com outros territórios, ainda que nestes a guerra tivesse acabado e imperasse o desenvolvimento. Mas tinha, a bem da nova postura de Portugal, que ser metido no mesmo saco. E foi, ainda que por gentileza da China, tenhamos de lá saído com dignidade, coisa ausente na miséria moral, política e humana da “descolonização exemplar”.
É evidente que a II República não soube, não quis, ou não foi capaz de preparar o fim, ou o futuro do Império.
Há quem diga que a “teoria” - ou a “esperança” - da II República a este respeito era, partindo do princípio que as exigências descolonizadoras da comunidade internacional eram um mero episódio da guerra fria, era que a “libertação” dos territórios portugueses de África deixaria de fazer parte da agenda logo que tal guerra conhecesse o seu fim. Ganhas as guerras do ultramar (à excepção da da Guiné) e varrida a pressão externa, parecia ao poder que tudo poderia continuar em paz e sossego. Mas a história não andou tão depressa como a II República desejava, o muro de Berlim cairia com uns vinte anos de atraso, a guerra fria acabaria logo a seguir. Era tarde.
Diga-se, à laia de parêntesis, que o “imperialismo” da II República não era outra coisa senão a continuidade, menos feroz, do da República anterior. Os “heróis” do 5 de Outubro eram imperialistas puros e duros, e até nos meteram na sangueira da Grande Guerra com medo que o Império pudesse vir a ser posto em causa pelos vencedores. Para defender o Império, a I República sacrificou mais vidas que nem cem anos de guerra no ultramar sacrificariam.
Paradoxalmente, com a mesma virulência, os herdeiros da I República, de que Mário Soares é o mais destacado representante, dedicaram-se, com o mais insensato entusiasmo, a pôr em causa o que os seus “pais” tanto defendiam. Para esta gente, a segunda república, porque defendia o Império, era fascista, colonialista, quase esclavagista. Os seus “pais”, os da I República, pelas mesmas razões, eram uns democratas e uns patriotas. Perceba quem quiser.
Agora, que Mário Soares vem, com verrina e malquerer, acusar o poder de vender as “jóias da coroa”, conviria lembrar que a última jóia da coroa, Macau, foi vendida ao desbarato, ainda que dignamente, por sua iniciativa, rematando o que, com tanta estultícia, tanta insensibilidade e tanta indignidade, tinha sido entregue aos que, pelo Império fora, serviam os interesses do bolchevismo.
Estas considerações sabem um pouco a inutilidade, não sabem? Talvez. É chover no molhado, tudo se consumou há muito, não valerá a pena chorar sobre leite derramado.
Mas há uma reflexão que não pode deixar de ser feita.
Depois da consolidação da independência, no fim do séc. XIV, Portugal como que ficou “sem ter nada que fazer”: o território estava estabelecido e povoado, o inimigo (Castela) em baias, o poder consolidado, uma aliança com a potência marítima selada, ninguém poria em causa o fundamental.
Era preciso encontrar uma nova raison d’être e uma vocação inovadora. Foi o que a ínclita geração, não por unanimidade, descobriu e começou: a expansão marítima, o Império.
Quinhentos e cinquenta anos não são dias. Facto é que não mais, para o bem e para o mal, o país se confinou, política, geográfica e socialmente, às suas fronteiras europeias. Ainda hoje, trinta e seis anos depois da entrega do Império, não haverá um só português que não tenha, por uma razão ou outra, uma qualquer ligação ultramarina.
Sá Carneiro foi o primeiro político da III República a perceber que, apesar de evidentes questões ideológicas, era preciso não perder as ligações ultramarinas. Enquanto Soares se entretinha com o Savimbi e quejandos, Sá Carneiro abria, com digna frontalidade, relações com os ex-territórios do Império.
Hoje, está fora de questão que tais relações são indispensáveis e podem ser frutuosas.
Numa altura em que a opção europeia começa a ser questionada, não será dispiciendo pensar que, ou recuperamos a iniciativa atlântica, ou a Europa, por muito bem que as coisas corram, ou corressem, é pouco para nós, não chega para garantir o futuro da Nação. Por isso que, quando se fala de “opções estratégicas”, coisa que para muitos não passa de slogan, é preciso, talvez mais do que a diplomacia económica de que fala Portas (Paulo), uma diplomacia de “expansão”, não no sentido que o Infante lhe deu, mas no da potenciação do passado em termos actuais.
Dir-se-á que não temos trunfos a jogar em tal cartada. Que apport terá Portugal para mostrar aos outros (Angola, Brasil, EUA…) as vantagens de um arranjo formal que ultrapasse as actuais relações, por boas que sejam?
Fácil. Temos a maior zona marítima da Europa, o que não é coisa de somenos. Somos, geograficamente e por excelência, a “porta”, naval e aérea, da Europa. O membership europeu tem uma enorme importância. As boas relações a Oriente podem somar muito. Temos matérias-primas de que os outros carecem e, quem sabe, petróleo e gás. Para alguns, somos também a porta, ou uma boa porta de África. Temos uma língua veicular para vastas zonas, ainda que o acordo ortográfico a desvalorize com a maior brutalidade. E há mais, bastante mais.
Falta-nos potenciar os nossos trunfos, falta-nos projectá-los, não só por via da diplomacia económica (eufemismo para caixeiros viajantes) mas politicamente, institucionalmente, formalmente.
Eis um caminho, que não será exclusivo mas é fundamental. Já cometemos erros demais para continuar parados à espera de melhores dias.
1.1.12
António Borges de Carvalho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Transcrição do texto escrito por António Borges de Carvalho</p>
<p>DOMINGO, 1 DE JANEIRO DE 2012<br />
IDEIAS PARA O ANO NOVO<br />
Nos fins da década de 60 do século passado, o regime chinês, ao mais alto nível, declarou que não tinha quaisquer pretensões ao território de Macau.<br />
É conhecida a fidelidade dos chineses a compromissos. Por isso que Mao tivesse a preocupação de distinguir Macau de Hong Kong. Este era uma concessão, com prazo determinado. Aquele não era concessão nem tinha prazo.<br />
Nos idos do sec. XVI, os chineses, inveterados xenófobos – ainda o são em muitos aspectos – viam com bons olhos a presença portuguesa em Macau, que lhes proporcionava uma abertura comercial a que atribuíam valia estratégica. Mas, para ser fiéis aos seus princípios, não podiam tolerar uma presença estrangeira no que, até então, consideravam como território seu. Para resolver o dilema, o Império do Meio encontrou a imaginosa solução de considerar Macau território não chinês, assim mantendo a sua postura soberana sem abdicar das vantagens que achava trazer-lhe tal presença.<br />
Mao foi fiel a esta postura, jamais tendo tido a pretensão de correr connosco, o que, por via militar e até diplomática, lhe seria relativamente fácil. Os seus sucessores, no que a Macau diz respeito, não mudaram de política.<br />
Nós, porém, fomos diferentes, originais e inteligentes. No auge da “abertura ao mundo” almejada pelos entusiastas da descolonização a todo o custo e de qualquer maneira, Portugal decidiu, para surpresa dos chineses, considerar Macau “território chinês sob administração portuguesa”, como orgulhosamente declarou Mário Soares, usando uma expressão que viria a ser vertida em definição constitucional.<br />
Os chineses ficaram de boca aberta. Era a primeira vez na História que uma nação abdicava de parte do seu território sem ser por exigência de outrem, por resultado de guerra perdida ou por negócio vantajoso. Digamos, de borla. Depois, como é lógico, aproveitaram a estranha postura do seu amigo de séculos, e prestaram-se a resolver o assunto em conformidade. O processo, a partir daí, é do domínio público.<br />
Há quem tenha mas não revele, por medo ou conveniência, preciosa documentação relativa a este caso. Pode ser que, um dia, a bem da justiça histórica, algum investigador venha a descobri-la e a contar a verdade com fundamentado pormenor.<br />
Macau é o exemplo mais evidente da insanidade política que o 25 de Abril gerou. Nada tinha a ver com outros territórios, ainda que nestes a guerra tivesse acabado e imperasse o desenvolvimento. Mas tinha, a bem da nova postura de Portugal, que ser metido no mesmo saco. E foi, ainda que por gentileza da China, tenhamos de lá saído com dignidade, coisa ausente na miséria moral, política e humana da “descolonização exemplar”.<br />
É evidente que a II República não soube, não quis, ou não foi capaz de preparar o fim, ou o futuro do Império.<br />
Há quem diga que a “teoria” &#8211; ou a “esperança” &#8211; da II República a este respeito era, partindo do princípio que as exigências descolonizadoras da comunidade internacional eram um mero episódio da guerra fria, era que a “libertação” dos territórios portugueses de África deixaria de fazer parte da agenda logo que tal guerra conhecesse o seu fim. Ganhas as guerras do ultramar (à excepção da da Guiné) e varrida a pressão externa, parecia ao poder que tudo poderia continuar em paz e sossego. Mas a história não andou tão depressa como a II República desejava, o muro de Berlim cairia com uns vinte anos de atraso, a guerra fria acabaria logo a seguir. Era tarde.<br />
Diga-se, à laia de parêntesis, que o “imperialismo” da II República não era outra coisa senão a continuidade, menos feroz, do da República anterior. Os “heróis” do 5 de Outubro eram imperialistas puros e duros, e até nos meteram na sangueira da Grande Guerra com medo que o Império pudesse vir a ser posto em causa pelos vencedores. Para defender o Império, a I República sacrificou mais vidas que nem cem anos de guerra no ultramar sacrificariam.<br />
Paradoxalmente, com a mesma virulência, os herdeiros da I República, de que Mário Soares é o mais destacado representante, dedicaram-se, com o mais insensato entusiasmo, a pôr em causa o que os seus “pais” tanto defendiam. Para esta gente, a segunda república, porque defendia o Império, era fascista, colonialista, quase esclavagista. Os seus “pais”, os da I República, pelas mesmas razões, eram uns democratas e uns patriotas. Perceba quem quiser.<br />
Agora, que Mário Soares vem, com verrina e malquerer, acusar o poder de vender as “jóias da coroa”, conviria lembrar que a última jóia da coroa, Macau, foi vendida ao desbarato, ainda que dignamente, por sua iniciativa, rematando o que, com tanta estultícia, tanta insensibilidade e tanta indignidade, tinha sido entregue aos que, pelo Império fora, serviam os interesses do bolchevismo.<br />
Estas considerações sabem um pouco a inutilidade, não sabem? Talvez. É chover no molhado, tudo se consumou há muito, não valerá a pena chorar sobre leite derramado.<br />
Mas há uma reflexão que não pode deixar de ser feita.<br />
Depois da consolidação da independência, no fim do séc. XIV, Portugal como que ficou “sem ter nada que fazer”: o território estava estabelecido e povoado, o inimigo (Castela) em baias, o poder consolidado, uma aliança com a potência marítima selada, ninguém poria em causa o fundamental.<br />
Era preciso encontrar uma nova raison d’être e uma vocação inovadora. Foi o que a ínclita geração, não por unanimidade, descobriu e começou: a expansão marítima, o Império.<br />
Quinhentos e cinquenta anos não são dias. Facto é que não mais, para o bem e para o mal, o país se confinou, política, geográfica e socialmente, às suas fronteiras europeias. Ainda hoje, trinta e seis anos depois da entrega do Império, não haverá um só português que não tenha, por uma razão ou outra, uma qualquer ligação ultramarina.<br />
Sá Carneiro foi o primeiro político da III República a perceber que, apesar de evidentes questões ideológicas, era preciso não perder as ligações ultramarinas. Enquanto Soares se entretinha com o Savimbi e quejandos, Sá Carneiro abria, com digna frontalidade, relações com os ex-territórios do Império.<br />
Hoje, está fora de questão que tais relações são indispensáveis e podem ser frutuosas.<br />
Numa altura em que a opção europeia começa a ser questionada, não será dispiciendo pensar que, ou recuperamos a iniciativa atlântica, ou a Europa, por muito bem que as coisas corram, ou corressem, é pouco para nós, não chega para garantir o futuro da Nação. Por isso que, quando se fala de “opções estratégicas”, coisa que para muitos não passa de slogan, é preciso, talvez mais do que a diplomacia económica de que fala Portas (Paulo), uma diplomacia de “expansão”, não no sentido que o Infante lhe deu, mas no da potenciação do passado em termos actuais.<br />
Dir-se-á que não temos trunfos a jogar em tal cartada. Que apport terá Portugal para mostrar aos outros (Angola, Brasil, EUA…) as vantagens de um arranjo formal que ultrapasse as actuais relações, por boas que sejam?<br />
Fácil. Temos a maior zona marítima da Europa, o que não é coisa de somenos. Somos, geograficamente e por excelência, a “porta”, naval e aérea, da Europa. O membership europeu tem uma enorme importância. As boas relações a Oriente podem somar muito. Temos matérias-primas de que os outros carecem e, quem sabe, petróleo e gás. Para alguns, somos também a porta, ou uma boa porta de África. Temos uma língua veicular para vastas zonas, ainda que o acordo ortográfico a desvalorize com a maior brutalidade. E há mais, bastante mais.<br />
Falta-nos potenciar os nossos trunfos, falta-nos projectá-los, não só por via da diplomacia económica (eufemismo para caixeiros viajantes) mas politicamente, institucionalmente, formalmente.<br />
Eis um caminho, que não será exclusivo mas é fundamental. Já cometemos erros demais para continuar parados à espera de melhores dias.<br />
1.1.12<br />
António Borges de Carvalho</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por Fernando Farinha</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2811</link>
		<dc:creator>Fernando Farinha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 20:34:01 +0000</pubDate>
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		<description>Para todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo 2012.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo 2012.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por Albano Jardim</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2810</link>
		<dc:creator>Albano Jardim</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 16:38:12 +0000</pubDate>
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		<description>Prezados Amigos e Amigas,
Depois de muito tempo o link do nosso blog voltou a funcionar.
Desculpem estarmos fora do ar por tanto tempo ....
Transcrevo parcialmente a mensagem recebida do Administrador do blog:
&quot;... tínhamos um serviço FREE do provedor que era o Blog, mas devido a mudança de arquitetura do sistema do mesmo foi indicado aos clientes mudarem também a plataforma de gerenciamento do blog...
Fiz tudo o que foi solicitado para importar todos os dados antigos para ele e até hoje não consigo contato para atualizarem e que o recoloquem no ar.
Estou tentando resolver esse problema e preciso saber com você sobre se não conseguir reativar o blog com todo histórico anterior se posso incluir um outro Blog de outro provedor
(claro que da mesma forma linkado ao site) ...&quot;

Pois é meu Amigo Administrador, só tenho a agradecer-lhe o seu esforço.  Pelo menos foi recuperada a maioria dos comentários, que no final são uma imprescindível informação complementar do blog considerando as inúmeras ilucidações e esclarecimentos dos diversos participantes, incluindo com muita honra e satisfação ex-Capitães, ex-Alferes, ex-Furriéis, soldados, cabos e a própria população ....

Por tudo isso, mais uma vez agradeço ao Administrador o esforço dispendido.  O meu muito obrigado!!!

Aos demais, ex-combatentes, ex-residentes e moradores da região dos Dembos, o meu muito obrigado também ... esperando que continuem a visitar o nosso blog ... para que possam vir a ter notícias do pessoal daquela terra ...

Um forte e fraternal abraço a TODOS!!!
Albano Jardim</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados Amigos e Amigas,<br />
Depois de muito tempo o link do nosso blog voltou a funcionar.<br />
Desculpem estarmos fora do ar por tanto tempo &#8230;.<br />
Transcrevo parcialmente a mensagem recebida do Administrador do blog:<br />
&#8220;&#8230; tínhamos um serviço FREE do provedor que era o Blog, mas devido a mudança de arquitetura do sistema do mesmo foi indicado aos clientes mudarem também a plataforma de gerenciamento do blog&#8230;<br />
Fiz tudo o que foi solicitado para importar todos os dados antigos para ele e até hoje não consigo contato para atualizarem e que o recoloquem no ar.<br />
Estou tentando resolver esse problema e preciso saber com você sobre se não conseguir reativar o blog com todo histórico anterior se posso incluir um outro Blog de outro provedor<br />
(claro que da mesma forma linkado ao site) &#8230;&#8221;</p>
<p>Pois é meu Amigo Administrador, só tenho a agradecer-lhe o seu esforço.  Pelo menos foi recuperada a maioria dos comentários, que no final são uma imprescindível informação complementar do blog considerando as inúmeras ilucidações e esclarecimentos dos diversos participantes, incluindo com muita honra e satisfação ex-Capitães, ex-Alferes, ex-Furriéis, soldados, cabos e a própria população &#8230;.</p>
<p>Por tudo isso, mais uma vez agradeço ao Administrador o esforço dispendido.  O meu muito obrigado!!!</p>
<p>Aos demais, ex-combatentes, ex-residentes e moradores da região dos Dembos, o meu muito obrigado também &#8230; esperando que continuem a visitar o nosso blog &#8230; para que possam vir a ter notícias do pessoal daquela terra &#8230;</p>
<p>Um forte e fraternal abraço a TODOS!!!<br />
Albano Jardim</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por online coupons</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2808</link>
		<dc:creator>online coupons</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 23:51:30 +0000</pubDate>
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		<description>Eu posso verdadeiramente dizer que eu nunca li tanta informação útil sobre “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &#187; Ola. Quero expressar minha gratidão ao webmaster do blog.dembos.net.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu posso verdadeiramente dizer que eu nunca li tanta informação útil sobre “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &raquo; Ola. Quero expressar minha gratidão ao webmaster do blog.dembos.net.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por Mário Ferreira Silva</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2806</link>
		<dc:creator>Mário Ferreira Silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 16:32:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2806</guid>
		<description>Em Janeiro de 1973, estive em Bolongongo de passagem para Quiquiemba.
Estou interssado em obter uma foto da época ou mais de Bolongongo para inserir no site da companhia Caçadores 3387.
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/CCac3387/
Grato pela atenção
1.º Cabo padeiro C.C.3387</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em Janeiro de 1973, estive em Bolongongo de passagem para Quiquiemba.<br />
Estou interssado em obter uma foto da época ou mais de Bolongongo para inserir no site da companhia Caçadores 3387.<br />
<a href="http://www.prof2000.pt/users/secjeste/CCac3387/" rel="nofollow">http://www.prof2000.pt/users/secjeste/CCac3387/</a><br />
Grato pela atenção<br />
1.º Cabo padeiro C.C.3387</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por No Deposit Poker Bonus</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2805</link>
		<dc:creator>No Deposit Poker Bonus</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 22:38:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2805</guid>
		<description>Oi, eu aprecie esta escrevendo aqui , você está dando boas informações com grande conhecimento ! Esta página web é muito esclarecedor!rnMeu nome é Alice , eu vivo em Glasgow, e eu serei um fã deste blog, meus dados pessoais pode ser chato, mas eu digo -las fora do curso eu adoro natação , bem como filmes , e eu também ouço muito The Cure na minha partes , eu estou solteiro no momento, então atente para os meninos me .... just kidding :) ! Eu tentei uma vez namoro on-line não funcionou muito bem ....rnEu escrevi este comentário porque como eu já disse que eu realmente gosto deste blog eu também tenho uma página web como você, mas o meu é vey diferente deste , é sobre como jogar poker sem ter que fazer um depósito ....:)rnAlém disso, vou ter de pedir desculpas pela minha linguagem é a única maneira que eu encontrei para falar com você ....rnBom dia a todos , See ya</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, eu aprecie esta escrevendo aqui , você está dando boas informações com grande conhecimento ! Esta página web é muito esclarecedor!rnMeu nome é Alice , eu vivo em Glasgow, e eu serei um fã deste blog, meus dados pessoais pode ser chato, mas eu digo -las fora do curso eu adoro natação , bem como filmes , e eu também ouço muito The Cure na minha partes , eu estou solteiro no momento, então atente para os meninos me &#8230;. just kidding <img src='http://dembos.net/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ! Eu tentei uma vez namoro on-line não funcionou muito bem &#8230;.rnEu escrevi este comentário porque como eu já disse que eu realmente gosto deste blog eu também tenho uma página web como você, mas o meu é vey diferente deste , é sobre como jogar poker sem ter que fazer um depósito &#8230;.:)rnAlém disso, vou ter de pedir desculpas pela minha linguagem é a única maneira que eu encontrei para falar com você &#8230;.rnBom dia a todos , See ya</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por online payday loans</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2804</link>
		<dc:creator>online payday loans</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 06:24:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2804</guid>
		<description>Fiquei impressionado com a maneira como você expressa seus pensamentos sobre “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &#187; Ola. Eu não posso acreditar que alguém pode escrever uma história surpreendente sobre como thet eu amo “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &#187; Ola.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei impressionado com a maneira como você expressa seus pensamentos sobre “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &raquo; Ola. Eu não posso acreditar que alguém pode escrever uma história surpreendente sobre como thet eu amo “ANGOLA – DEMBOS – GOMBE-IA-MUQUIAMA” &raquo; Ola.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por Poker Sem Depósito Fórum</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2803</link>
		<dc:creator>Poker Sem Depósito Fórum</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 23:46:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2803</guid>
		<description>Bom dia:), chamo-me Ricardo e gostei imenso do teu blogue! Muito bonita muito bem!                                                    
Adequa-se imenso com tudo aquilo que aqui. Existe sempre há tanto para escrever nos blogs!Nada nada mais intrigante do que deixar a nossa escrita na net!E por tudo isso deixei este comentário!                       
Á semelhança de ti também eu tenho um forum de poker, aparece por lá e deixa a tua opinião como fiz aqui...adorariamos imenso de lá ter alguém como tu....                
Até à próxima :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia:), chamo-me Ricardo e gostei imenso do teu blogue! Muito bonita muito bem!<br />
Adequa-se imenso com tudo aquilo que aqui. Existe sempre há tanto para escrever nos blogs!Nada nada mais intrigante do que deixar a nossa escrita na net!E por tudo isso deixei este comentário!<br />
Á semelhança de ti também eu tenho um forum de poker, aparece por lá e deixa a tua opinião como fiz aqui&#8230;adorariamos imenso de lá ter alguém como tu&#8230;.<br />
Até à próxima <img src='http://dembos.net/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Olá por Mª Teresa Pires</title>
		<link>http://dembos.net/wordpress/index.php/2007/03/10/ola/#comment-2800</link>
		<dc:creator>Mª Teresa Pires</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 21:28:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.dembos.net/2007/05/10/ola/#comment-2800</guid>
		<description>Olá eu sou uma Angolana nascida em BOLONGONGO amo a minha pequena vila linda onde passei os melhores anos da minha vida procuro por pessoas que tenha conhecido tudo o que fala de ANGOLA eu procuro mas não consigo encontrar ninguém se alguém esteve ou conhece alguem por favor comente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá eu sou uma Angolana nascida em BOLONGONGO amo a minha pequena vila linda onde passei os melhores anos da minha vida procuro por pessoas que tenha conhecido tudo o que fala de ANGOLA eu procuro mas não consigo encontrar ninguém se alguém esteve ou conhece alguem por favor comente</p>
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